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Agricultura de Baixo Carbono é promissora.

Passado já dez dias do acontecimento do evento de Agricultura de Baixo Carbono: caminhos para o desenvolvimento sustentável da agropecuária catarinense, venho aqui relatar sobre os temas e questões principais debatidos naquele dia. Antes de tudo, agradeço ao SEBRAE de Chapecó, em nome da Joselita, que foi decisiva na efetivação do evento. Agradeço à Epagri/Cepaf, em especial ao colega Evandro, que me apresentou ao palestrante. Também à UDESC/CEO, em especial Cleuzir, que foi outro colega decisivo na organização do encontro. E agradeço também a todos que puderam participar.
Não há dúvida que ficou uma impressão de que poderiam ter participado mais colegas no evento, até porque quando temos um local espaçoso, como é o Centro de Eventos de Chapecó. Algumas cadeiras vazias trazem desalentos. Porém estiveram presentes 53 pessoas, contando com colegas da associação, profissionais do ramo, professores e alunos de pós-graduação e de graduação, tanto da agronomia como da zootecnia. Este amplo caráter de presença ressoa no debate cada vez mais necessário da agropecuária sustentável. Isso não foi pouco.
Para debater sobre o tema, o Prof. Dr. Cimélio Bayer apresentou alguns caminhos para a agropecuária de baixa emissão de gases do efeito estufa. Os principais se referiam a integração lavoura-pecuária, pelo qualificação do Sistema Plantio Direto e pela lotação adequada dos animais em virtude das alturas de pastejo. Para este ponto, ressaltou que mesmo os ruminantes produzirem bastante metano, o saldo é mais adequado quando o pastejo é moderado na presença de animais do que até mesmo sem pastejo. Também falou com destaque do tratamento de dejetos animais e da adubação orgânica. E aqui vale bastante a nós do oeste catarinense que fazemos adubação superficial e níveis altos de gases volatilizam. Aponta que uma injeção do dejeto no solo tem uma redução na emissão além de ampliar o poder fertilizante. Estes e outros temas foram tratados e discutidos com todos presentes de modo a uma conversa. A palestra está disponível neste link. Claro que foi de agrado junto a isso um bom lanche. É bom conversar de barriga cheia e com comida boa.
Ao fim, com o evento se reforça um conjunto de práticas realizadas pela pesquisa local e nas experiências de técnicos e produtores, qualificando-os cada vez mais para mitigação dos impactos ambientais. De uma forma talvez menos destacada, o professor nos alerta que a política de carbono e a efetuação da Programa de Crédito Rural ABC estão ainda aquém do potencial. Mercado de carbono, segundo o professore, é algo muito questionável se irá se efetivar e nos levar a caminhos que nos fortaleçam. Ainda é algo promissor. Fato é que a discussão sobre ABC trouxe mais conhecimento e possibilidades tecnológicas a todos os presentes. Espero que quem participou tenha gostado do evento e de que possamos continuar fazendo mais atividades neste rumo.

Juliano
Primavera de 2019

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